Chimarrão

 Origens do Chimarrão  Fabricação da Erva-Mate
logo da Fenachim, de Venâncio AiresComo surgiu a tradição de beber chimarrão entre os gaúchos?

Leia um texto que falava sobre uma novidade chamada "cuia de metal" e que de lambuja vinha explicações sobre o surgimento do hábito.
  Veja a trabalheira que é colocar a erva-mate dentro da tua cuia! Acompanha-me desde a semeadura, veja como é a árvore e as preocupações do fabricante.

 A mulher e o chimarrão  Consumo de chimarrão - Porto Alegre
imagem extraída do site de Venâncio AiresComparações entre o chimarrão e a mulher...

Algumas frases que vão te fazer sorrir e sair por esse campo afora repetindo os versos.
  este taura, chegando de Quaraí, vide seção de turismoA pesquisa da UFRGS aponta os hábitos de consumo, qual a freqüência, camadas sociais, símbolos associados á bebida, quem prepara, se escuta rádio junto, cidade de origem, dia preferido, local preferido, o que faz nesta hora, etc.

 Curtindo a cuia  Na intimidade do mate
imagem extraída do livro Cevando o Mate, Glênio FagundesComo fazer para preparar uma cuia, pela primeira vez, para poder usá-la no seu chimarrão.

Por que tu não podes comprar a cuia e sair usando assim, diretaço, no tranco vivente!!!
  imagem extraída do site do Parque Histórico do Mate, veja linkConheça os detalhes da roda de chimarrão, como se enche a cuia, como cevar com cachaça, de quem é o primeiro mate, etc.

 Mandamentos do Chimarrão  Lenda Indígena 1    Lenda Indígena 2
extraído do poster da 6a FenachimSe tu és dos que estão descobrindo agora o chimarrão, seja por se tratar de turista de passagem ou ainda por qualquer outro motivo, saibas que, ao lado da simplicidade desse costume e da informalidade que caracteriza a roda de chimarrão, existem certas regras, mandamentos, mesmo, que devem ser respeitados por todos.   imagem extraída do site do Parque Histórico do Mate, veja linkA primeira lenda trata da história da índia Jari e também, de inhapa a origem da palavra "mate".

A segunda lenda sobre o passeio que a deusa Así (lua) fez a uma cabana de um índio hospitaleiro.

 Gauchismo e Chimarrão  Colecionadores preservam história
imagem cedida por Minduim, autor de www.churrasco.com.brDisso podemos nos orgulhar.

O McDonald's está em todo o mundo, a Coca-Cola também, mas o chimarrão continua sendo autenticamente gaúcho.
  Tadeu Kokuszka, Curitiba-PRConheça colecionadores de embalagens de erva-mate, em reportagem do Anuário Brasileiro de Erva-Mate, versão 2000.

 Comparações sobre o mate  A linguagem poética do chimarrão
Algumas frases comparativas, tais como:

"Como o mate do João Cardoso" - emprega-se para designar um fato que nunca se realiza
  este taura, chegando de Quaraí, vide seção de turismoNos tempos em que o rigorismo de costumes impedia o livre diálogo entre moças e rapazes, usava-se subterfúgios para expressar seus sentimentos.

 Erva-Mate - Árvore-símbolo do RS  Os signos e o chimarrão
Conheça o texto da lei que definiu a Erva-mate como árvore-símbolo do Rio Grande do Sul.   Conheça o que a Bruxa Gaudéria fala, de maneira bem-humorada, sobre os signos e comportamento dos mesmos frente ao chimarrão.

Vais sorrir até não agüentar mais...

 Aprenda a fazer chimarrão  Condenação jesuítica
Roberto Cohen preparou um vídeo de CINCO MINUTOS - com som - para que aprendas a fazer um chimarrão, dos decentes.

Quase seis minutos de explicações "técnicas".
  Por que os jesuítas não gostavam do hábito indígena do chimarrão? Por que o dono da casa serve-se do primeiro mate?

Leia neste texto de Wilson Tubino.


Links Recomendados:

»  Preparando um bom Chimarrão - www.baldo.com.br

»  Erva-Mate Madrugada - www.madrugada.com.br
»  Parque Histórico do Mate - www.pr.gov.br/phmate
»  Roda de Chimarrão - victorian.fortunecity.com/plath/381

»  Cidade de Venâncio Aires - promotora da Fenachim - www.venancioaires.famurs.com.br

»  Barão Erva Mate - www.baraoervamate.com.br
»  Madrugada Erva Mate - www.madrugada.com.br
»  Casa do Chimarrão - www.chimarrao.com.br

Fonte: www.paginadogaucho.com.br 
 
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O Chimarrão


A palavra chimarrão tem sua origem no vocabulário espanhol e português. Do espanhol cimarrón, que significa chucro, bruto, bárbaro, vocábulo empregado em quase toda a América Latina, designando os animais domesticados que se tornaram selvagens. "E assim, a palavra chimarrão, foi também empregada pelos colonizadores da Prata, para designar aquela rude e amarga bebida dos nativos, tomada sem nenhum outro ingrediente que lhe suavizasse o gosto."
(História da Erva-Mate, de Barbosa Lessa, 57).

Marron em português, além de outros significados, quer dizer clandestino, e cimarrón, em castelhano, tem idêntico significado. Ora, sabe-se que o comércio de mate e o preparo da erva foram em tempos passados proibidos no Paraguai, o que não impedia, entretanto, que clandestinamente continuasse em largo uso naquela então colônia espanhola.
(História da Erva-Mate, de Barbosa Lessa, 57).

História

O uso desta planta como bebida tônica e estimulante já era conhecido pelos aborígines da América do Sul. Em túmulos dos pré-colombianos no Peru, foram encontradas folhas de erva mate ao lado de alimentos e objetos, demonstrando o seu uso pelos incas.

A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis em 1536, chegaram à foz do Rio Paraguai. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.

Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes bebedeiras, que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo.

Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. As margens do rio Paraguai guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.

Os primeiros jesuítas estabelecidos no Paraguai (posteriormente nas missões), fundaram várias feitorias, nas quais o uso das folhas de erva mate já era difundido entre os índios guaranis, habitantes da região.

Posteriormente observou-se que os indígenas brasileiros, que habitavam as margens do rio Paraná, utilizavam-se igualmente desta Aqüifoliácea.

Origem da palavra Mate

O espanhol preferiu usar a voz "mate", da língua quíchua, e que se ajusta melhor à modalidade grave do idioma. A palavra quíchua "mati" era a designação da cuia. Substituiu a palavra guarany, caiguá, nome composto das vozes caá (erva), i (água) e guá (recipiente). O significado é o seguinte: recipiente para a água da erva.

Lenda da Erva-mate

Existem muitas lendas contando como começou o uso da erva mate. Descrevemos uma delas:

Conta a lenda da Erva–Mate que um velho guerreiro guarani vivia triste em sua cabana, pois já não podia mais sair para as guerras, nem mesmo para caçar e pescar, vivendo só com sua filha Yari, que o tratava com muito carinho, conservando-se solteira para melhor cuidar do pai.

Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que pernoitou na cabana. A jovem cantou para que o visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto triste e suave.

Ao amanhecer, o viajante confessa ser enviado de Tupã e quer retribuir a hospitalidade, dizendo que atenderia a qualquer desejo. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não havia se casado para não abandoná-lo, pediu que lhe fosse devolvidas as forças, para que Yari ficasse livre.

O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria todo o vigor. Transformou ainda Yari, em deusa dos ervais e protetora da raça Guarani, sendo chamada de Caá -Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes.

Quando os espanhóis aqui chegaram, encontraram os índios guaranis dóceis e receptivos, já então utilizando uma bebida que sorviam em cabaças por meio de um canudo, preparada, com folhas de uma árvore nativa da região – chamada cáa – dizendo que esta lhes havia sido dada pelo deus Tupã. De imediato os espanhóis adquiriram este hábito e passaram a tomar o chimarrão, desde os soldados até oficiais, sem distinção de classes sociais.

O chimarrão, tradicional hábito do Rio Grande do Sul, é um símbolo da hospitalidade do gaúcho, que oferece sempre a qualquer visitante.

O costume de tomar chimarrão está bastante difundido, tanto no meio rural como no urbano e faz parte da vida do gaúcho desde o amanhecer até a noite, quando encerra suas tarefas diárias.

FONTE: IGTF

 

                                                                                     
                                                                    
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