Algumas frases que vão te fazer sorrir e sair por esse campo afora repetindo os versos.
A pesquisa da UFRGS aponta os hábitos de consumo, qual a freqüência, camadas sociais, símbolos associados á bebida, quem prepara, se escuta rádio junto, cidade de origem, dia preferido, local preferido, o que faz nesta hora, etc.
Se tu és dos que estão descobrindo agora o chimarrão, seja por se tratar de turista de passagem ou ainda por qualquer outro motivo, saibas que, ao lado da simplicidade desse costume e da informalidade que caracteriza a roda de chimarrão, existem certas regras, mandamentos, mesmo, que devem ser respeitados por todos.
A primeira lenda trata da história da índia Jari e também, de inhapa a origem da palavra "mate".
A segunda lenda sobre o passeio que a deusa Así (lua) fez a uma cabana de um índio hospitaleiro.
A palavra chimarrão tem sua origem no vocabulário espanhol e português. Do espanhol cimarrón, que significa chucro, bruto, bárbaro, vocábulo empregado em quase toda a América Latina, designando os animais domesticados que se tornaram selvagens. "E assim, a palavra chimarrão, foi também empregada pelos colonizadores da Prata, para designar aquela rude e amarga bebida dos nativos, tomada sem nenhum outro ingrediente que lhe suavizasse o gosto." (História da Erva-Mate, de Barbosa Lessa, 57).
Marron em português, além de outros significados, quer dizer clandestino, e cimarrón, em castelhano, tem idêntico significado. Ora, sabe-se que o comércio de mate e o preparo da erva foram em tempos passados proibidos no Paraguai, o que não impedia, entretanto, que clandestinamente continuasse em largo uso naquela então colônia espanhola. (História da Erva-Mate, de Barbosa Lessa, 57).
História
O uso desta planta como bebida tônica e estimulante já era conhecido pelos aborígines da América do Sul. Em túmulos dos pré-colombianos no Peru, foram encontradas folhas de erva mate ao lado de alimentos e objetos, demonstrando o seu uso pelos incas.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis em 1536, chegaram à foz do Rio Paraguai. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.
Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes bebedeiras, que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo.
Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. As margens do rio Paraguai guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.
Os primeiros jesuítas estabelecidos no Paraguai (posteriormente nas missões), fundaram várias feitorias, nas quais o uso das folhas de erva mate já era difundido entre os índios guaranis, habitantes da região.
Posteriormente observou-se que os indígenas brasileiros, que habitavam as margens do rio Paraná, utilizavam-se igualmente desta Aqüifoliácea.
Origem da palavra Mate
O espanhol preferiu usar a voz "mate", da língua quíchua, e que se ajusta melhor à modalidade grave do idioma. A palavra quíchua "mati" era a designação da cuia. Substituiu a palavra guarany, caiguá, nome composto das vozes caá (erva), i (água) e guá (recipiente). O significado é o seguinte: recipiente para a água da erva.
Lenda da Erva-mate
Existem muitas lendas contando como começou o uso da erva mate. Descrevemos uma delas:
Conta a lenda da ErvaMate que um velho guerreiro guarani vivia triste em sua cabana, pois já não podia mais sair para as guerras, nem mesmo para caçar e pescar, vivendo só com sua filha Yari, que o tratava com muito carinho, conservando-se solteira para melhor cuidar do pai.
Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que pernoitou na cabana. A jovem cantou para que o visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto triste e suave.
Ao amanhecer, o viajante confessa ser enviado de Tupã e quer retribuir a hospitalidade, dizendo que atenderia a qualquer desejo. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não havia se casado para não abandoná-lo, pediu que lhe fosse devolvidas as forças, para que Yari ficasse livre.
O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria todo o vigor. Transformou ainda Yari, em deusa dos ervais e protetora da raça Guarani, sendo chamada de Caá -Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes.
Quando os espanhóis aqui chegaram, encontraram os índios guaranis dóceis e receptivos, já então utilizando uma bebida que sorviam em cabaças por meio de um canudo, preparada, com folhas de uma árvore nativa da região chamada cáa dizendo que esta lhes havia sido dada pelo deus Tupã. De imediato os espanhóis adquiriram este hábito e passaram a tomar o chimarrão, desde os soldados até oficiais, sem distinção de classes sociais.
O chimarrão, tradicional hábito do Rio Grande do Sul, é um símbolo da hospitalidade do gaúcho, que oferece sempre a qualquer visitante.
O costume de tomar chimarrão está bastante difundido, tanto no meio rural como no urbano e faz parte da vida do gaúcho desde o amanhecer até a noite, quando encerra suas tarefas diárias.
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